terça-feira, 15 de março de 2011

Identidade

No registro geral meu nome não é Danielle , talvez essa seja a identidade que eu quis assumir,
talvez quem eu seja na verdade não importa, porque de fato eu sou o que escrevo.
Não sou convencional, sou totalmente fora do padrão, eu sou de me entregar facilmente a uma coisa que eu nem sei se vai dar certo , adoro me aventurar mesmo que em busca de nada.
Não sei até quando vou viver por isso vivo essa vida como se fosse meu ultimo dia.
Bebo ate a ultima gota do copo, mas quando acaba o líquido não lamento seu final.
Entendo que tudo passa, tudo acaba.
Não choro por coisas idiotas, não me prendo por pouca coisa. Nunca quis ser a dona de casa,
porém eu queira ter um filho.
Sou do mundo, sou sem dono, sou sem régia.
Ninguem me domina, mas eu gosto de dominar alguem. Odeio quando não tenho o controle de qualquer situação.
Ser meu amigo é tarefa difícil. Não estou acostumada a ceder e assumo minhas escolhas , mesmo que erradas. Não me arrependo das minhas escolhas, porque simplesmente não olho pra tras.
O meu caminho eu que faço, se erro eu me refaço e aprendo a gostar do caminho que trilhei.
Não sou de voltar atras e recomeçar, eu costumo recomeçar do meio do caminho mesmo, entendendo que não haverá volta então aprendo a me adaptar a realidade atual.
Sou meio cobra, meio camaleão.
Sou doce, meiga, simpática mas não pense que sou boazinha porque tudo que faço é cronometrado para algum objetivo específico.
Sou fria, calculista a ponto de fichar o cara antes do primeiro encontro.
Sou estressada, gosto de falar palavrões..
Me acostumo facilmente as adversidades.
Não desisto de meus objetivos.
Embora eu ame meus pais, sei friamente que sou sozinha e so conto comigo.
Sou educada, meio politizada, super vaidosa.
Me moldo e remodelo todos os dias a fim de um dia encontrar a forma perfeita.
Um dia tenho carencia, no outro nem quero saber de ninguem.
O que é dificil me atrai, eu sempre gosto de amores impossiveis mas quando esses amores se apresentam muito impossiveis eu desisto, perco o tesão.
E os caras muito fáceis eu nem dou moral. Odeio homem grudento, homem que quer pressionar pra namorar. Eu sou livre demais pra isso.
As vezes ate penso que quero namorar, mas logo vejo que esse não é meu caminho.
Gosto de ser sensações, momentos eternos. Prefiro que lembrem de mim como a melhor noite vivida do que como um casinho que virou amizade. Amizade assim não me serve de nada.
Piru eu tenho pra caralho ! Não preciso dessa miseria de piru fingindo ser amizade .
Eu sou o doce mais amargo, o desejo escondido, o fruto proibido, o veneno da cobra.
Sou como fogo e pólvora que se consomem , mas morrem no triunfo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Feliz 2011 !

Começo meu ano fechando meus olhos e fingindo que é aqui onde eu queria estar.
Tentando esquecer todas as memórias que me fazem crer que já fui humana.
Sentimentos ? Não quero possuí-los.

Após esse fim de semana pude perceber o quanto sou capaz de forjar sensações,
e mesmo assim propiciar muito prazer.
Os homens são fáceis demais. Lido bem com eles.
Eu consigo detectar o que o cara quer em segundos, me transformo no objeto do desejo dele e após isso simplesmente obtenho mais um a meus pés.
Talvez eu saiba MUITO sobre desejo, sedução mas MUITO POUCO sobre amor.
Minha auto estima não é das piores mas deveria ser, porque quem conquista todos esses caras não sou eu e sim a pessoa em quem me transformo para agradar cada um deles.
Quando acaba meu espetaculo eu penso se valeu a pena. As vezes até que vale, melhor ter alguem pra passar a noite do que não ter ninguem nunca.

Nós mulheres escutamos desde criancinhas que um dia virá um príncipe, que encontraremos a metade da laranja, que sempre há um sapato velho para um pé descalço... E isso tudo é balela! Os melhores caras já não se encontram no mercado, o que nos resta é mesmo é essa ilusão do sempre esperar por alguém, mesmo que essa pessoa nunca venha de fato.
Com sinceridade não sei se estou disposta a esperar mais, a sofrer nessa busca, a correr esse risco. Eu aprendi a conviver bem com a solidão mantendo sempre a distância necessária para não me envolver.Sempre tive em meus braços os melhores amantes, os melhores físicos, os mais variados estilos de homens. Essa diversidade hoje em dia me causa espanto e náuseas.
Não desejo mais quantidade, desejo qualidade.

Eu queria poder arrancar meu coração do meu corpo, queria poder ser o personagem no qual me transformo, queria apenas não sentir mais essa decepção e esse arrependimento por querer mais e mais um UNICO alguém. Penso no porque eu sempre tive casos de amores impossiveis mas não encontro respostas.
Agora eis que mais uma vez estou envolvida, porém não há opção do que resta fazer.
É como eu já tinha escrito nesse blog, talvez eu saiba que o amor nunca dura e devemos achar meios para convivermos com isso, e esse blog é um meio.
Consigo superar isso com certeza, superei coisas bem piores, a questão central não é essa. O problema é : Até quando vou ter que fingir que eu sou exatamente o que eu queria ser?

Na verdade penso nas palavras que um dia ouvi de um ex namorado, que nem sempre a verdade interessa, e que na maioria das vezes vence quem mente mais.
Muitos dos caras casados que eu saí me diziam que eram infelizes em seus relacionamentos, e eu acredito. Ninguem é feliz para sempre. Nenhuma relação é perfeita. Tudo tem um fim. O ser humano esta sempre em busca do melhor, todos querem aprimorar-se, porque no relacionamento deveria ser diferente? Não era mais facil assumir-se infeliz e procurar sua felicidade real, do que manter um compromisso apenas por comodismo ou seja lá qual seja a razão? Acredito que só podemos dar aquilo que temos, se não somos felizes com a pessoa que temos ao nosso lado CERTAMENTE não a fazemos feliz tambem. A vida é muito curta e não permite voltarmos atrás, portanto quem insiste numa relação fracassada, vai se arrepender um dia do tempo perdeu tentando mentir pra si mesmo.

Eu aqui perdida no meu mundo ilusionista espero o dia em que todos reconheçam essas verdades que não só minhas, e possam compartilhar desse silêncio, desse vazio em paz , ao invés de ter essa obrigação de sempre estar bem nas fotos, com sorriso no rosto.